Crítica | Hood Hottest Princess



★★★

Hood Hottest Princess é divertido e cínico — no bom sentido. Mas, infelizmente, não parece ir além desse pequeno espaço inventivo.

Há uma série de maneirismos patetas em Hood Hottest Princess, no entanto, isso não o torna ruim. É divertido e cínico — no bom sentido. Mas, infelizmente, não parece ir além desse pequeno espaço inventivo.

Aliás, esse é o problema: tentar trazer essa provocação absurda como algo cínico sem ser, de forma alguma, lucrativo do ponto de vista narrativo. Parece um paradoxo, mas funciona quando você olha o disco em suas duas frentes: o humor da artista e a sua intenção de ousar na base do trap.

E ela é ousada mesmo. Mas o resultado é mais engraçado do que definitivo — exceto nos melhores momentos, como “Born By the River”, dueto com Sukihanna, ou “Pound Town 2”, parceria com Nicki Minaj e Tay Keith.

As repetições e a produção até tentam impregnar a boa atitude de Sexyy Red, e conseguem, mas com pouca variação de sentimentos que o tornasse mais constante, principalmente em quem ouve e pensa no brilhantismo do trap nas mãos de uma garota talentosa — que atinge o decepcionante.

Selo: Open Shift Distribution
Formato: LP
Gênero: Hip Hop / Rap, Trap
Matheus José

Graduando em Letras, 23 anos. No Aquele Tuim, faço parte das curadorias de Jazz, Música Independente, Eletrônica e Experimental.

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