Crítica | Oh Me Oh My


★★★★½

A mente detalhada e calma de Lonnie Holley encontra aqui contrastes e confortos em uma síntese graciosa do soul sob uma perspectiva experimental.

A mente detalhada e calma de Lonnie Holley encontra aqui contrastes e confortos em uma síntese graciosa do soul sob uma perspectiva experimental. Sendo, de longe, o álbum mais único e belo de R&B de 2023, ele continuamente te faz questionar sobre a natureza da obra ao passo que te encanta com performances de quebrar o coração e ambientações semelhantes a um eclipse num deserto.

Nesse viés, sempre que Oh Me Oh My parece ter revelado todas suas cartas na manga, o contrário acontece, já que a próxima faixa muda completamente sua compreensão de quem é o artista, qual seu objetivo na arte, qual o profundo significado desta — se é que há um — e, ocasionalmente, muda mesmo a percepção de quem você, o ouvinte, é. Um essencial a todos, dos que amam soul aos que amam jazz avant-garde, mas principalmente aos que amam música.

Selo: Jagjaguwar
Formato: LP
Gêneros: R&B / Soul, Jazz Avant-Garde
Sophi

Sophia, 18 anos, estudante e redatora no Aquele Tuim, em que faço parte das curadorias de Rap e Hip Hop e Experimental/Eletrônica e Funk.

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