Crítica | MAU


 
★★★★

Jaloo retorna a sua essência, mas de um jeito mais ousado.

O retorno de Jaloo despertou a curiosidade do público com o lançamento da faixa-título "MAU", na qual a artista insere o famoso gemidão do zap, deixando a música com um charme camp, e com o ousado título de outra faixa, "Quero te ver gozar". Apesar de apresentar canções com referências ao prazer sexual, Jaloo aborda o tema de maneira divertida e natural, apenas expondo naturalmente algo que está presente na vida do ser humano.

Neste projeto, Jaloo demonstra uma diversidade musical impressionante, mesclando diferentes estilos que variam do hyperpop ao forró, o que o torna uma das artistas mais interessantes na cena musical brasileira atual. Entretanto, considerando outros trabalhos da artista, esse aqui parece mais um irmão mais novo do seu primeiro disco, o que não torna o projeto tão singular pelo o que já vimos anteriormente. Ainda assim, não deixa de ser um excelente álbum, já que o álbum de estreia possui poucos defeitos.

O trabalho é cativante e dançante, especialmente na faixa "Phonk-me", que se destaca por ser ideal para se jogar na pista de dança. As faixas "Pra quê amor?", "Tudo passa" e "Ah!" trazem um ritmo mais brasileiro ao álbum, enquanto "Ocitocina", "Profano" e "A verdade é que a cidade vai me matar" possuem as melhores letras e se tornaram as favoritas entre os fãs da artista.

Jaloo conseguiu entregar coesão e muita criatividade, demonstrando independência, já que este trabalho foi feito completamente sozinho por ela em sua casa, apenas com seu computador. Este é um álbum adequado para qualquer momento, apresentando letras divertidas, interessantes e, também, inteligentes.
 
Selo: Elemess
Formato: LP
Gênero: Pop / Eletrônica
Vit

Sou a Vit, apaixonada pelo universo musical desde que me entendo por gente, especialmente por vocais femininos. Editora e repórter no Aquele Tuim, onde faço parte das curadorias de Pop, MPB, Pós-MPB e Música Brasileira.

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