Crítica | Hot



★★★★

Aunt Katrina quer seduzir o público com seu som ousado em seu álbum de estreia, Hot, projeto permeado pelo indie rock que flerta também com a eletrônica.

Vez ou outra perambulando pelo Bandcamp acabo me deparando com trabalhos que chamam minha atenção. E, dessa vez, o felizardo é Hot, álbum de estreia da banda americana Aunt Katrina, uma dessas raridades que encontro em minhas pesquisas pelo aplicativo.

Hot é uma paleta sonora que brinca bem com as possibilidades dos usos com o indie rock e até mesmo o eletrônico. Chama atenção pelo dinamismo em que os recursos utilizados para a experimentação e criação atmosférica das faixas estão em conformidade quando analisados juntos.

A tradicionalidade do rock independente aparece também em muitos momentos dentro do disco, por exemplo, na faixa que encerra o trabalho, “Let Me Go”, uma balada mais intimista e taciturna. Em outros momentos é possível encontrar flertes com a música eletrônica de maneira mais contida, e também a utilização de distorções com sintetizadores.

Uma das características mais agradáveis neste disco é como a leveza e a agressividade dos sons estão balanceados no conjunto geral. Os rabiscos sonoros, as guitarras tradicionais do rock, que são bastantes cruas na gravação, e os sons cintilantes de eletrônico desenham a atrativa e singular expressão artística de Hot, o qual carrega ao longo de seus 16 minutos uma experiência imersiva e intrigante.

O único ponto ruim do projeto é acabar rápido demais, entretanto, Aunt Katrina sabe como persuadir na contínua vontade de dar play ao ouvinte.

Selo: Crafted Sounds
Formato: LP
Gênero: Experimental / Rock, Indie Rock
Joe Luna

Futuro graduando de Economia Ecológica (UFC), 22 anos. Educador ambiental, e redator no Aquele Tuim, onde faço parte das curadorias de MPB, Pós-MPB e Música Brasileira e Música Latina/Hispanófona. Além disso, trago por muitas vezes em minha escrita uma fusão com meu lado ambientalista.

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