Crítica | The Room



★★★★

The Room exala diversidade por abranger, essencialmente, as tonalidades que compõem a música folclórica do Brasil e da América do Sul.

Fabiano do Nascimento se junta a Sam Gendel num álbum que explora uma infinidade de dedilhados e acordes responsáveis por reunir diferentes passagens regionais do som por eles explorado. É uma obra cuja influência transborda sob ambas as personalidades nela contidas — em simetria e em perfeita combinação.

São composições que permeiam o timbre acústico das melodias depositadas no jazz, mas que ocupam espaços através de momentos tomados pelo saxofone de Gendel enquanto Fabiano tece a base que espelha os arranhões – tocados por entre um violão de náilon de 7 cordas – advindos de sua experiência como violonista.

O elemento chave aqui é a identificação que peças como “Astral Flowers” e “Txera” oferecem, a segunda parece vir diretamente do álbum MetaL MetaL (2012), do Metá Metá. Este elemento é importante para ressaltar que, apesar da excelente colaboração com Sam Gendel — que já trabalhou com Moses Sumney e Sam Wilkes —, The Room exala diversidade por abranger, essencialmente, as tonalidades que compõem a música folclórica do Brasil e da América do Sul.

Selo: Real World Records
Formato: LP
Gênero: Jazz
Matheus José

Graduando em Letras, 23 anos. No Aquele Tuim, faço parte das curadorias de Jazz, Música Independente, Eletrônica e Experimental.

Postagem Anterior Próxima Postagem