Crítica | Iechyd Da



★★★½

Iechyd Da tem tudo o que o folk sempre exibiu e usou como isca em casos menos inspiradores.

A dedicação de Bill Ryder-Jones em criar um espaço acolhedor para os fãs de folk é notável. Iechyd Da tem tudo o que o gênero sempre exibiu e usou como isca em casos menos inspiradores: baladas melodramáticas, melodias que condensam atmosferas e uma grande obviedade sensorial que não tem muito efeito no geral.

Logo na abertura, “I Know That It’s Like This (Baby)”, todos os sinais condescendentes da obra aparecem novamente em um só lugar. Tem-se, portanto, a voz embriagada do artista, a sua sonolência ao dedilhar as cordas, e a quase interpolação da sua composição com a interpretação de “Baby”, de Gal Costa.

Claro que é uma escolha muito interessante, mas tudo se resume à sua introdução. O restante da obra segue um leve planejamento de tudo que poderia ser mais atrativo, exceto quando a animação ganha força (“I Hold Something In My Hand”) em meio à explicação das reflexões semi-suicidas que o artista narra que passou durante o período assustador da pandemia de COVID-19.

“I should really leave you / God, I really need to / I hold nothing in my hand / Better sick than feeling / What’s the sense in feelings?”

Selo: Domino
Formato: LP
Gênero: Folk / Singer-songwriter, Pop de Câmara
Matheus José

Graduando em Letras, 23 anos. No Aquele Tuim, faço parte das curadorias de Jazz, Música Independente, Eletrônica e Experimental.

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