Crítica | Affection


★★★½

Affection oferece uma diversidade quase infinita de melodias doces, confortáveis e, acima de tudo, alegres.

Para Bullion, projeto de Nathan Jenkins, tudo ao seu redor pode virar uma boa música. Na verdade, seu trabalho funciona mais como um estudo de tudo o que engloba ritmos que vão do pop sofisticado à eletrônica minimamente calculada reforçada pelas ondas gravitacionais do synthpop.

O álbum, que aborda as diferentes formas e meios do artista colocar em prática seu também estudo pelo pop, oferece uma diversidade quase infinita de melodias doces, confortáveis e, acima de tudo, alegres, como “Rare”, dueto com Carly Rae Jepsen, e “Once, In a Borrowed Car”, cujos sintetizadores preenchem uma certa nostalgia, quase como tema de um programa infantil de TV matinal. É um tremendo aconchego.

Affection em sua totalidade opera dessa forma, porém, soando mais simples que o normal na maioria das vezes. Isso não é um problema, mas a completude de forças que o artista une para criar suas músicas aqui parece ineficaz diante daquilo que o espaço acessível atingido por ele oferece. Para mim falta uma pegajosidade maior, algo que realmente cause um enjoo…

Selo: Ghostly International
Formato: LP
Gênero: Eletrônica / Indietronica, Synthpop
Matheus José

Graduando em Letras, 23 anos. No Aquele Tuim, faço parte das curadorias de Jazz, Música Independente, Eletrônica e Experimental.

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