Crítica | Born in the Wild


★★★☆☆
3/5

Tems é sem dúvida uma das artistas mais promissoras da atualidade, essencialmente após ganhar amplo espaço no cenário musical através do reconhecimento de grandes nomes do meio. Em 2022, a artista já havia colaborado com gigantes como Beyoncé e Drake, e todos aguardavam seu primeiro álbum de estúdio. Pois bem, depois de muita espera, no dia 7 de junho (sexta-feira), Tems lança Born In The Wild, trazendo influência do afrobeats e do R&B com uma produção deliciosa, porém, com muitas faixas desnecessárias.

A obra tem uma produção gostosa de ouvir, confesso, ouvi esse álbum duas vezes e a sensação que temos é que vocalmente falando é sem dúvida um dos mais interessantes do ano. Tems possui vocais graves hipnotizantes, que se enquadram perfeitamente nos gêneros musicais em que se propõe atuar, o que lembra Toni Braxton, que trouxe um registro único e facilmente reconhecível para suas músicas. O trabalho é produzido por Guiltybeatz, trazendo ritmos para todos os públicos. Ela explora desde o acústico no início, como a faixa título “Born In The Wild”, com notas de instrumentos de corda, até o afrobeats de “Love Me JeJe”, com elementos que já estamos acostumados no gênero.

Born in the Wild consegue ser charmoso em muitas faixas, mas perde o ritmo facilmente após a primeira parte. Músicas como “T-Unit” e “You In My Face”, assim como outras não citadas, poderiam facilmente ser descartadas na etapa final de construção do álbum, pois acabam sendo maçantes em muitos momentos. Na verdade, esse não é um problema exclusivo de Tems. Cada dia vemos mais obras com mais de 12 faixas, que caem no típico erro de perda narrativa, infelizmente.

Selo: RCA
Formato: LP
Gênero: Música do Continente Africano / Afrobeats, Alté, Pop
Lucas Melo

Estudante de jornalismo, 18 anos. Amante da música e da cultura pop desde da infância. É crítico do Aquele Tuim, em que faço parte da curadorias de R&B e Soul.

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