Crítica | The Closest Thing to Silence


★★★½

The Closest Thing to Silence nada mais é do que fruto de uma boa união.

Ancorado na unidade, The Closest Thing to Silence é o resultado de um processo de pura partilha de ideias. Na obra, os artistas Ariel Kalma, Jeremiah Chiu e Marta Sofia Honer combinam o que de melhor podem oferecer ao ouvinte, seja a presença intuitiva dos rabiscos focados no ambiente, ou as passagens eletrônicas que passeiam pelo new age e pela improvisação livre.

Nos seus momentos mais luminosos, a obra opta por sintonizar uma persuasão de sentidos que visa a especialidade individual de cada integrante do trio. Enquanto a instrumentação de Jeremiah Chiu e Marta Sofia Honer cria um precedente de formações orgânicas, o espaço etéreo desenvolvido por Ariel Kalma e a sua longa experiência no ambiente tece uma realidade ao lado de considerações coletivas.

O mais interessante de tudo é que essa estreia só ocorreu depois que o trio se conheceu em um programa da BBC Radio 3. Pode ser, por isso, algo inusitado, mas o resultado dessa união foi tão bem calculado — não no sentido de premeditação, mas sim de planejamento e funcionamento — que The Closest Thing to Silence nada mais é do que fruto de uma união sui generis. Uma boa união.

Selo: International Anthem
Formato: LP
Gênero: Ambiente / Improvisação livre, New Age
Matheus José

Graduando em Letras, 23 anos. No Aquele Tuim, faço parte das curadorias de Jazz, Música Independente, Eletrônica e Experimental.

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