Crítica | LOOP


★★★½

O disco de estreia de Yves, ex-LOONA, tem força de vontade e desejo de mudança, mas não vai além de suas objeções.

Cada estreia solo no k-pop é dividida entre ser um grande marco ou apenas mais um solo. É uma dura realidade, eu sei, mas todos os artistas fazem isso conscientes de que terão que se corresponder entre um e outro — não há negociação. Mas há, no entanto, nomes que ficam entre o meio termo, já que o sucesso comercial é uma parte fundamental desta dualidade.

A estreia de Yves, LOOP, tem pontos fortes: tendências eletrônicas como o drum n’ bass com o ritmo doce e sonhador do pop sul-coreano. Mas nunca vai além desse planejamento de ideias. É, por um lado, interessante, mas por outro: um tanto especulativo quanto às suas intenções.

A faixa título, “LOOP (feat. Lil Cherry)” é o destaque do EP. Há uma construção de espaços que se distancia de peças como as que o NewJeans lançou em sua recente explosão rítmica — até circularam notícias falsas de que PinkPantheress havia produzido o EP de tão Y2K que ele é. Enquanto “Afterglow” e “Goldfish” se destoam desse traço mirado no modismo; a segunda é fofa, mas também dilui a força de uma estreia como essa — Yves caiu na posição de apenas mais um solo.

Selo: PAIX PER MIL
Formato: EP
Gênero: Música do Leste e Sudeste Asiático / K-Pop
Matheus José

Graduando em Letras, 23 anos. No Aquele Tuim, faço parte das curadorias de Jazz, Música Independente, Eletrônica e Experimental.

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