Eventos | DeBÍ TiRAR MáS FOToS Tour


Um show surreal. Claro que há muitos pontos (que de antemão digo que são positivos) sobre a passagem do Bad Bunny pelo Brasil em suas duas apresentações no Allianz Parque, mas um ponto que merece destaque é o lighting design do show. Os feixes de luz de alta potência davam a sensação de um ambiente vivo e alcançavam o estádio por completo, linhas finas e limpas que acompanhavam cada vibração da setlist de músicas do artista porto-riquenho, criando uma experiência imersiva musical, visual e emocional em qualquer perímetro do Allianz Parque. Tudo isso combinado com fogos de artifício, um grande e lindo telão e o queridinho brinde do show: câmeras com LED que eram entregues na entrada dos setores. Elas são uma versão mais criativa das pulseirinhas que são entregues em muitas das tours mais recentes de artistas do mainstream.

Assim como os impressionantes feixes de luz, as câmeras também compunham o lighting design do show, em perfeita sincronia, em várias cores, ao estarem penduradas em nossos pescoços nos davam um papel importante nesse espetáculo. Um dos momentos mais emocionantes da noite foi na música “DtMF”, já no finalzinho do show, em que o LED das câmeras entregues acendiam como se fossem flashs de câmeras reais enquanto Benito falava e cantava sobre aproveitar a vida com as pessoas que se ama.

Ao cantar a faixa “Él Apagón”, presente no seu álbum de 2022 Un Verano Sin Ti, ocorre um dos melhores momentos do show. Na parte mais frenética da música, as luzes se comportam de forma a deixar qualquer grande festival de música eletrônica no chinelo, e na parte melódica mais lenta que a sucede, há uma projeção que cobre uma parte superior do estádio e vemos o palco sumir, a projeção lembrava um céu azul com algumas nuvens e mais o que a imaginação levasse a pensar, a impressão que dava era que estávamos sendo transportados para algum lugar desconhecido.







O show e o pré-show ocorreram no horário planejado, às 19h e às 20h sendo bem pontuais. Antes disso, enquanto o público adentrava ao estádio era recebido por uma playlist muito bem pensada de clássicos da música latina, como “Um Girassol Da Cor Do Seu Cabelo” do Clube da Esquina. O pré-show contou com a jovem banda porto-riquenha Chuwi, que colaborou com Benito na faixa “Weltita”. O quarteto abriu todos os shows da DtMF Tour na América Latina e mais recentemente abriu oshow na Austrália. Eles souberam levantar o astral com muito carisma. Uma das melhores performances foi da música “Tierra” em que a vocalista (Loren Aldarondo) canta em dueto com o guitarrista (Wester Aldarondo), na última parte da música o percussionista (Willy Aldarondo) se levanta segurando em seus braços uma bandeira de Porto Rico e uma bandeira do Brasil.







E subitamente Benito subiu ao palco de uma forma que quase não era possível acreditar que era ele mesmo ali. Gritos entoaram em todo estádio por 2 minutos até que ele cantasse seus primeiros versos da canção “LA MuDANZA” e o soltasse “En fin en Brasil”.







A dinâmica da troca de palcos foi um acerto da equipe da tour, pois democratiza a visualização do show nos diferentes setores, inclusive nos mais baratos. A “La Casita” foi um estrondo. Os mais dançantes sucessos de diferentes álbuns do artista foram cantados nesta sessão regada de reggaeton, ‘VeLDÁ”, “Tití Mi Preguntó”, “Si Veo a Tu Mamá”, que se dividiu com o Benito fazendo parte dela no meio da galera felizarda que foi convidada a estar na Casita, e outra parte no teto da Casita.







A terceira e última sessão tinha a missão de entregar um encerramento digno ao grande espetáculo que se prosseguia. Começando com a presença do grupo porto-riquenho de plena (Los Pleneros De La Cresta) que cantaram a faixa “CAFé CON RON”, e a música “Mas que Nada” do Jorge Ben Jor. Seguindo com as românticas “Ojitos Lindos” e “La Cancíon” e a interação com o público (o qual algumas pessoas apareciam no grande telão dentro do “circulito verde”) na performance de “KLOuFRENS”. A sequência final com “Él Apagón”, “DtMf” foi icônica e o fim explosivo com “EoO” deu uma boa dose de “perreo” a todos presentes no Allianz Parque.




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