Crítica | Drive Home



★★★★

Em Drive Home, as músicas se sustentam muito bem com sensibilidades pop surpreendentes e uma nudez ímpar das texturas e instrumentos utilizados.

Inocente e estúpido, Drive Home acerta na produção tropeçante e na confiança exagerada, pois foi feito para retratar uma vivência adolescente, e não havia forma melhor de o fazer.

O disco se joga em uma história grotescamente simples, como um filme da Disney, e, por isso mesmo, encanta ao envolver tal narrativa em paletas sonoras tão texturalmente ricas, oleosas e saturadas.

Ademais, mesmo sem conceito, as músicas se sustentam muito bem com sensibilidades pop surpreendentes e uma nudez ímpar dos instrumentos utilizados. Alguns dos momentos mais transcendentais do R&B e do art pop dos últimos tempos estão aqui, e os mais ferozes também.

Selo: Independente
Formato: LP
Gêneros: R&B / R&B Alternativo, Art Pop, Pop Rap, Neo-Psychedelia
Sophi

Sophia, 18 anos, estudante e redatora no Aquele Tuim, em que faço parte das curadorias de Rap e Hip Hop e Experimental/Eletrônica e Funk.

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