Crítica | Witchy Activities and the Maple Death



★★★½

Monika Roscher questiona o que não sabe responder, mas deixa um rastro elegantíssimo enquanto o faz.

Monika Roscher surpreende um pouco com sua abordagem pop aos estilos mais engenhosos do jazz de big band. Não parece lógico transformar um jazz livre, totalmente não convencional e aberto em algo mais orientado ao art pop, muito menos em fazer isso e não ficar ruim.

Porém, a cantora — que, muito estranhamente, possui vocais semelhantes à Björk — provou que consegue sim abordar bem essas duas sonoridades, mas com a restrição de enfraquecer as características experimentais do trabalho no processo, o que, por sua vez, pode ser considerado uma aversão até mesmo ao que podemos perceber como experimental.

Qual a espessura do fio que separa pop e experimental? Esse disco como um todo não é experimental em sentido algum? Ou ele é completamente experimental por unir a estética pop com estilos de composições tão anormais? Curiosa para o que essa artista tem a nos oferecer futuramente, e que eu consiga entender, ou não, esse disco até lá.

Selo: Zenna Records
Formato: LP
Gêneros: Jazz / Avant-Garde Jazz, Avant-Prog
Sophi

Sophia, 18 anos, estudante e redatora no Aquele Tuim, em que faço parte das curadorias de Rap e Hip Hop e Experimental/Eletrônica e Funk.

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