Crítica | Beloved! Paradise! Jazz!?



★★★★

Beloved! Paradise! Jazz!? pode não reinventar a roda, mas é autêntico, estupendo e sensorialmente saboroso.

Com um farto lirismo conceitual e esquemas de rima de cair o queixo, o rei do abstrato McKinley Dixon nos entregou um dos melhores projetos curtos de 2023, e um dos mais complexos também.

Em 10 músicas e 28 minutos, há a sensação de que nenhum segundo é perdido, pois a forma que ele é construído faz com que todas as histórias sejam contadas de modo surpreendentemente conciso e que todas as camadas sejam satisfatoriamente conectadas entre si.

Além disso, é notável que esse álbum não é para os minimalistas, e sim o oposto, ele é para quem quer passar horas dissecando seu universo apocalíptico — que, spoiler, é a nossa própria realidade — e para quem quer se deleitar com instrumentais intrincados de jazz rap. Pode não reinventar a roda, mas é autêntico, estupendo e sensorialmente saboroso.

Selo: City Slang
Formato: LP
Gêneros: Hip Hop / Consciente, Jazz Rap, Neo-Soul
Sophi

Sophia, 18 anos, estudante e redatora no Aquele Tuim, em que faço parte das curadorias de Rap e Hip Hop e Experimental/Eletrônica e Funk.

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