Crítica | Letrux Como Mulher Girafa



★★★★

Em seu novo álbum, Letrux utiliza os animais para criar metáforas relacionadas com os sentimentos e emoções humanas.

Depois da noite de climão e ficar aos prantos, Letrux volta às pistas com um lado mais animalesco em seu novo trabalho, Letrux Como Mulher Girafa, homenageando principalmente a girafa, animal que sempre compararam com ela devido à sua altura.

O álbum é composto por 16 faixas, sendo 6 vinhetas criadas especialmente para os fãs por sempre se interessarem pelos bastidores da vida da artista. O registro também fala de outros animais da natureza, além da girafa. A ideia surgiu pelo fato dos bichos estarem sempre ligados a nós, pois os humanos também são meio bichos e por isso Letrux utiliza os animais para criar metáforas relacionadas com os sentimentos e emoções humanas.

Além disso, ela quis brincar com o vocabulário animal e também com os instrumentais, trazendo ruídos e sons dos animais e da natureza, deixando um trabalho bem coeso. E esse trabalho começou em 2020, durante a pandemia, quando a artista criou duas faixas sem a intenção de incluí-las em algum álbum, eram apenas duas composições por lazer. E a primeira composição foi "Formiga", que se tornou a faixa mais densa do disco, assim como a época que vivíamos naquele ano.

Os destaques vão para as faixas "Zebra" e "Teste psicológico animal". A primeira é uma bela parceria com Lulu Santos que remete ao sucesso “Flerte Revival” do primeiro (e melhor) trabalho de Letrux. E a segunda encerra o álbum de forma bem divertida, como se fosse uma música da Eliana no álbum "Primavera", mas com uma pegada mais adulta e sob o efeito de drogas.

Letrux possui uma mente brilhante, profunda e muito curiosa, ela realmente nasceu para a arte. No entanto, o que peca nesse disco são as vinhetas desnecessárias e o excesso de inglês em algumas canções, usadas porque o alguns não se encaixavam bem em português.

Selo: Independent
Formato: LP
Gênero: Post-MPB
Vit

Sou a Vit, apaixonada pelo universo musical desde que me entendo por gente, especialmente por vocais femininos. Editora e repórter no Aquele Tuim, onde faço parte das curadorias de Pop, MPB, Pós-MPB e Música Brasileira.

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