Crítica | Atlas



★★★★

Laurel Halo não reformula e nem transpõe o que já existe na música concreta; apenas usa isso para conseguir algo próprio.

A intensa carga acústica de Atlas não é apenas uma simples demonstração da capacidade de Laurel Halo em compor cenários. Esse quase vazio é uma construção à parte da forma como ela e seus produtores conseguem desenvolver o espaço onde o ouvinte precisa entrar.

É a partir desses indícios que a experiência de modelar a música concreta, com uma certa dinâmica de utilização da abordagem mais acessível possível ao gênero, consegue concretizar seus simbolismos artísticos.

Todas estas especificações realçam a consistência do ambiente que se entrelaça através da narrativa interposta em momentos de verdadeira contemplação. Parece simples, e de fato é. Em Atlas, Laurel Halo não reformula e nem transpõe o que já existe na música concreta; apenas usa isso para conseguir algo próprio.

Selo: Awe
Formato: LP
Gênero: Ambiente / Experimental
Matheus José

Graduando em Letras, 23 anos. No Aquele Tuim, faço parte das curadorias de Jazz, Música Independente, Eletrônica e Experimental.

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