Crítica | The Land Is Inhospitable and So Are We



★★★★½

Mitski aposta mais uma vez em canções melancólicas e não desaponta seu público.

Depois de Laurel Hell ter dividido opiniões, Mitski inova na sonoridade de seu novo disco, agradando àqueles que preferem um som mais delicado e minimalista, diferente de outras obras da cantora.

Por meio de metáforas, Mitski faz um passeio por suas tristes memórias, abordando temas como solidão e vícios. A forma como ela escreve é exatamente o segredo do seu sucesso entre os jovens. Ela é uma artista que não tem vergonha de mostrar seu lado emocional e sempre o faz de maneira artística, o que permite que seu público se identifique, principalmente nos momentos difíceis da vida. É como um banquete de melancolia.

A artista continua seguindo o padrão de canções curtas, mas nem sempre isso é um defeito quando a música é de qualidade. Os 32 minutos foram suficientes para capturar as intensas emoções dela. Acredito que se as faixas fossem mais longas, poderiam tornar as músicas um pouco cansativas. Mesmo assim, gostaria de vê-la se arriscando mais nesse sentido.

Só não é meu trabalho favorito de Mitski porque sou fascinada pelas canções dela que têm um toque mais "agressivo" de rock. No entanto, é impossível não reconhecer a qualidade dessa obra mais intimista.
 
Selo: Dead Oceans
Formato: LP
Gênero: Indie folk
Vit

Sou a Vit, apaixonada pelo universo musical desde que me entendo por gente, especialmente por vocais femininos. Editora e repórter no Aquele Tuim, onde faço parte das curadorias de Pop, MPB, Pós-MPB e Música Brasileira.

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