Os Melhores Discos de Funk de 2023



Uma lista com DJ K, DJ Ramon Sucesso, DJ RaMeMes, DJ Arana, d.silvestre e mais!

Nesta publicação, os redatores do Aquele Tuim foram responsáveis por listar os 10 melhores discos de funk lançados em 2023. Aqui você encontra uma variedade de obras que abrangem diferentes espaços e conceitos musicais que chamaram a atenção ao longo do ano.




10.
Mizuno Mixtape
d.silvestre

Mizuno Mixtape é um dos vários destaques recentes da irresistível e compensadora sequência de discos lançados por d.silvestre. Aqui, porém, o produtor deixa de lado o foco em sua vocação ensurdecedora e, ao colocá-la em segundo plano — sem abandoná-la de vez —, abre espaço para outras formas de modular o seu som. São infinitas as possibilidades traçadas por ele à medida que percorre o simbolismo do funk que o sustenta. É fora de órbita. — Maqtheus




9.
É Ele Né
DJ Guina

DJ Guina personifica o mandelão em um disco com os melhores rudimentos do funk paulista. É uma obra caracterizada pelas batidas acentuadas, fluxo rápido, repetições baseadas em produção crua, além de graves estourados e som, às vezes, minimalista. — Maqtheus




8.
Agora Fudeu Virei 157 Vs Mete Com Força
DJ ERIC DO RM, Funk SÉRIE GOLD & Mc Alysson

Nesse EP, se aproveitando das longas durações em cada música, a tentativa é de criar uma coesão por meio do uso dos samples e dos instrumentais, não necessariamente homogêneos entre si, mas criando uma estética totalmente própria. Esse maximalismo, se mostra como tendência nos funks mais recentes, e é uma forma muito interessante de fugir dos aspectos mais técnicos da própria produção musical, se aproveitando ao máximo do uso do máximo de técnicas e possibilidades. — Tiago Araújo





7.
1 Beat 1 Letra
MC Hariel

MC Hariel é o nome mais importante do chamado funk consciente, que deriva de uma intenção semelhante à do rap/hip-hop consciente. Mas, além de utilizar seu lirismo como um instrumento infinito de possibilidades para suas letras, Hariel também sabe conduzir excelentes produções. 1 Beat 1 Letra é um exemplo de quão dinâmico o artista pode ser ao passear pelas margens do funk paulista. — Maqtheus





6.
Rock Pesado 2
DJ Arana

Rock Pesado 2 é cheio de vida. Embora DJ Arana tenha iniciado sua carreira produzindo músicas no celular, com a adição de novos recursos decorrentes de seu breve sucesso, há um esforço maior em utilizar elementos comuns do funk para criar algo de sua autoria. Nesse sentido, ele atua de forma ainda mais importante, como no sucesso de “Puta Mexicana”, que viralizou no TikTok com a “rabiscada do DJ Arana”, uma de suas muitas coreografias replicadas em massa nos bailes. Ele é o momento. — Maqtheus




5.
Sexta dos Crias
DJ Ramon Sucesso

Em Sexta dos Crias, a gente entra em contato com o som estoura caixa já muito clássico e íntimo das redes sociais do DJ Ramon Sucesso. Um dos grandes destaques do álbum é a completa dissolução de qualquer sentido de lógica, não necessariamente por causa dos graves insanos, mas por um uso fantástico da repetição nos samples. É especialmente interessante o quanto as mínimas diferenças nessas repetições e os instrumentais já tradicionais dos vídeos de DJ Ramon são envolventes e dançantes. — Tiago Araújo




4.
Sem Limites
DJ RaMeMes (O DESTRUIDOR DO FUNK)

Claro que olhar para Sem Limites e não recorrer a repercussão de DJ RaMeMes após a participação dele no Noitada, de Pabllo Vittar, seria um erro. Mas além disso, este projeto é fruto de seu trabalho incansável como DJ e produtor. Aqui, ele vai do mandelão e dos 150 aos 170 bpm de forma astuta e por vezes nostálgica. — Maqtheus




3.
PANICO NO SUBMUNDO
DJ K

Não só pela recepção exterior, mas por mostrar que é possível ser resistência estética e, então, alcançar essa recepção exterior. É um amor incondicional, um álbum totalmente fetichista, em todos os sentidos, mesmo as tags de produtor tem muita personalidade. — Tiago Araújo





2.
ESPANTA GRINGO
d.silvestre

Impossível ficar parado, o que há de mais experimental no funk desse ano talvez esteja aqui. d.silvestre nunca falha em criar suas músicas obscenamente estouradas e incrivelmente fantásticas. — Tiago Araújo





1.
MIMOSA
cabezadenego, Mbé & Leyblack

Consciente, queer, dançante, experimental, safado e grotesco. Tudo que a família tradicional brasileira odeia. Tudo que a gente mais precisa atualmente. É, definitivamente, um dos mais interessantes álbuns da música brasileira em muitíssimo tempo. Possui uma variedade do uso de samples maravilhosos, além de conter uma energia muito diferente do que geralmente está associado à nossa produção musical. — Tiago Araújo

MIMOSA é um projeto colaborativo entre os artistas Luiz Felipe Lucas (cabezadenego), com os beatmakers e produtores do Rio de Janeiro, Mbé e Leyblack. Lançado pelo selo QTV, um dos principais expoentes da música experimental em solo brasileiro, o registro é descrito como um “disco-manifesto sobre a potência dos ritmos afro-brasileiros”. E não é à toa. Aqui você encontra uma extensa diversidade de ritmos — mesmo que pareçam distantes entre si — interligados pela ideia de fazer um passeio pela música com raízes negras no cenário nacional. É interessante notar que, para isso, são utilizados alguns maneirismos, como a própria repetição do funk ou mesmo algumas distorções e fragmentos vocais que dão a ideia do álbum ser uma coletânea. Mas engana-se quem pensa que isso é ruim. Quando nos deparamos com um material como esse, a propriedade de quem o produz precisa ser levada em consideração. E nada mais justo do que ver esta síntese musical como um esforço genuíno para representar a evolução da música como produto artístico. — Maqtheus
Aquele Tuim

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