Crítica | Orienting Points



★★★★

Flutuando entre diferentes linhas do techno, Orienting Points oferece uma visão única da música eletrônica baseada no breakbeat e no microhouse.

Flutuando entre diferentes linhas do techno, Orienting Points oferece uma visão única da música eletrônica baseada no breakbeat e no microhouse. Há, em parte do disco, uma atmosfera instigante sobre o futurismo, um desejo intensificado pela forma como a tecnologia fornece elementos sintéticos usados aqui como música.

Isso fica evidente à medida que avançamos nos espaços delimitados pela música ambiente, em que o minimalismo parece duelar com rabiscos voláteis de falhas incandescentes, como nos quase oito minutos de “MD S2 8”, um resumo perfeito da obra.

Em outros momentos, o glitch acaba por perpetuar ainda mais a estética quebradiça cuja maioria das faixas estão inseridas. É algo distante e, ao mesmo tempo, próximo — uma sensação de entorpecimento que parece se desintegrar como num filme onde o cenário inteiramente branco representa nossa consciência desprovida de certezas.

Selo: Audiobulb Records
Formato: LP
Gênero: Eletrônica / IDM
Matheus José

Graduando em Letras, 23 anos. No Aquele Tuim, faço parte das curadorias de Jazz, Música Independente, Eletrônica e Experimental.

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