Crítica | Lacuna



★★★½

Álbum de estreia da portuguesa Inês Condeço, Lacuna é o espaço criado quando se tem muito a dizer.

Álbum de estreia da portuguesa Inês Condeço, Lacuna é o espaço criado quando se tem muito a dizer. Na obra, há elementos de música ambiente demarcados pelo piano e pela voz suave da artista.

Inês, cuja experiência com a música remonta à sua formação na Universidade de Évora, além de ter uma pós-graduação em Arte Sonora: Processos Experimentais pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, é parte intrínseca da sua odisseia pela conhecimento musical que se percebe a cada centímetro de experimentação em Lacuna.

No álbum reinam modulações eletrônicas que se chocam com a sonoridade urbana em momentos como “calcutá”. Há também uma forte presença de sintetizadores desafiadores, exemplificados em “regresso”, que emula um drone estagnado com orientação vocal que cresce gradativamente.

É, portanto, uma obra com muitas nuances. É chocante a capacidade de Inês em mostrar a sua força, sem esquecer que ainda tem muito para nos mostrar. É uma das melhores estreias do ano.

Selo: INCO
Formato: LP
Gênero: Experimental / Ambiente
Matheus José

Graduando em Letras, 23 anos. No Aquele Tuim, faço parte das curadorias de Jazz, Música Independente, Eletrônica e Experimental.

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