Crítica | Of The Nescient Mind



★★★★

O caleidoscópio folktrônico de Tutara Peak é a imersão na incongruência da experimentação de um artista que busca dentro de outras ideias mais possibilidades para seu trabalho.

A exata sensação de estar subindo uma colina, esverdeada pela natureza, ao passo que a brisa do vento puro toca no rosto e o poder do sol pousa sobre a pele — uma sensação divina que qualquer ser almeja sentir —, é assim que me sinto após escutar Of The Nescient Mind, de Tutara Peak.

Onde a inscícia de Harvey Carter — artista, instrumentista, compositor, produtor e nome por trás do projeto Tutara Peak — concebe uma experiência cristalina cheia de incongruências folktrônicas ao longo de um projeto que desbrava a sua característica mais óbvia: ver violões acústicos e distorções eletrônicas como matrizes formadoras de seu escopo afinal.

Carter, através de uma postagem no Instagram, diz que Of The Nescient Mind nasceu das constantes e inúmeras mudanças pelas quais a obra passou até a fase final, e também que sempre há ideias escondidas dentro de ideias, o que explica por que esta obra encapsula a aura de um caleidoscópio — sua força e cor radiantes resultantes da fragmentação das variadas combinações sonoras que apresenta.

Selo: Fast Friends
Formato: EP
Gênero: Eletrônica / Folk, Folktrônica
Joe Luna

Futuro graduando de Economia Ecológica (UFC), 22 anos. Educador ambiental, e redator no Aquele Tuim, onde faço parte das curadorias de MPB, Pós-MPB e Música Brasileira e Música Latina/Hispanófona. Além disso, trago por muitas vezes em minha escrita uma fusão com meu lado ambientalista.

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