Crítica | Bright Future


★★★★

Um dos álbuns mais sinceros do ano, Bright Future expõe parte da jornada solo de Adrianne Lenker por meio de composições íntimas e reconfortantes.

Com coprodução de Philip Weinrobe e contribuições de Mat Davidson, Nick Hakim e Josefin Rusteen, o novo trabalho de Adrianne Lenker é marcado por sensibilidade, vista por meio de suas composições autobiográficas e cheias de memórias de sua vida, deixando sua vulnerabilidade à vista através de vocais calmos e poéticos.

Marcado por piano, guitarras e violinos, o álbum consegue transmitir calmaria pela doce melodia intimista de Lenker. Cada nota é uma tentativa poética de moldar lembranças, especialmente na faixa de abertura, “Real House”, em que a artista relembra de momentos familiares de sua infância.

Por mais que as canções sejam sensíveis e lentas, em Bright Future, Lenker aproxima o ouvinte a ambientes confortáveis, como se estivessem em sua própria casa no outono, longe de emoções e sensações ansiosas e intensas. A artista prova que está no caminho certo para aqueles que preferem um som mais reconfortante, com composições mais delicadas e longe de um som mais comercial e próximo da nossa realidade.

Selo: 4AD
Formato: LP
Gênero: Folk / Singer-Songwriter, Folk Contemporâneo
Vit

Sou a Vit, apaixonada pelo universo musical desde que me entendo por gente, especialmente por vocais femininos. Editora e repórter no Aquele Tuim, onde faço parte das curadorias de Pop, MPB, Pós-MPB e Música Brasileira.

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