Crítica | Anjo Elétrico


★★★½

Yuri Costa recompõe suas peças mais surpreendentes ao lado de uma banda, que funciona mesmo como uma definição do que é, ainda, nupérrimo em sua carreira.

Sem grandes introduções, Anjo Elétrico é um daqueles casos em que a salada lírica encontra força na multidão sonora que permeia um ar de novidade — e confusão controlada — que, neste caso, pode ser um atrativo para quem conhece o divertidíssimo Mormaço Queima, de Ana Frango Elétrico. Yuri Costa, então, recompõe suas peças mais surpreendentes ao lado de uma banda, que funciona mesmo como uma definição do que é, ainda, nupérrimo em sua carreira. O mais interessante, porém, continua sendo o tom caseiro com que tudo se agrupa na escrita do artista, que vai desde a paixão incandescente de experiências distantes de uma individualidade expandida (“Tangerina”), até causalidades pessoais, com forte tom recluso a vivências próprias, expostas como forma de adquirir sua poética do entorno (“Inuyasha”). É uma surpresa curiosa.

Selo: Independente
Formato: EP
Gênero: Rock / Indie Rock
Matheus José

Graduando em Letras, 23 anos. No Aquele Tuim, faço parte das curadorias de Jazz, Música Independente, Eletrônica e Experimental.

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