Crítica | Debugging


★★★★

Em Debugging, BLASÉ demonstra grande habilidade em abordar tendências de maneiras diferentes.

O rapper sul-coreano BLASÉ lança o seu mais novo EP depois de um tempo trabalhando apenas com singles. Agora, sob o selo da AT AREA – mesma empresa do solista DAWN, ex-integrante do PENTAGON, e do rapper Gemini –, ele começa a explorar algo já visto anteriormente em suas canções de maneira sutil, mas agora utiliza bem as batidas eletrônicas contagiantes e dançantes para criar um som renovado.

O projeto abre portas para atribuir uma imagem certeira ao rapper no mundo comercial, e as parcerias com diversas pessoas do cenário do K-Pop e K-Hip Hop auxiliam nessa mudança. As faixas são divertidas e repletas de elementos nas produções que deixam o projeto mais refinado. O house do EP não é algo completamente novo na carreira do BLASÉ, já que em algumas canções do projeto colaborativo com Chillin Home também abordam essa sonoridade de um modo mais crua.

Mas outros gêneros também são explorados, com diferentes sonoridades apresentadas em cada música. Em “Blue Screen”, por exemplo, explora o breakcore e mescla com um pop rap e atmospheric drum and bass, tornando a parceria com Kim Hanjoo a mais completa e diversa do disco.

Debugging é um projeto completo que, mesmo com 15 minutos, é direto ao ponto e demonstra grande habilidade em abordar tendências de modos diferentes, atribuindo uma ótica singular diante de outros lançamentos. Este EP tem um grande potencial de apresentar novos caminhos para o BLASÉ.

Selo: AT Area
Formato: EP
Gênero: Música do Leste e Sudeste Asiático / House, Drum and Bass, Pop Rap
João Vitor

20 anos, nascido no interior da Bahia e graduando em Ciências da Computação. Faz parte das curadorias de Música do Leste e Sudeste Asiático no site Aquele Tuim.

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