Crítica | BUG


★★★

Em BUG, Kacy Hill tem a docilidade de sua voz destacada com uma produção indie pop leve e descontraída.

Entre os muitos artistas desconhecidos atualmente na cena pop, temos Kacy Hill, cantora, compositora e modelo americana. Mesmo já estando em seu quarto álbum, BUG, ela ainda soa como uma artista estreante. Essa impressão é dada pela falta de força e personalidade em sua discografia. Assim como a própria, não há nada que a faça destacar em meio ao público. No entanto, em seu último disco, conseguiu trabalhar melhor seus pontos mais fracos e torná-los na qualidade mais interessantes.

Em BUG, a artista, ao lado de Bartees Strange e outros produtores, destaca a docilidade de sua voz com uma produção leve e descontraída, mas ainda assim sólida e concisa, que conta com a ajuda do indie pop, que de vez em quando se dispõe a trazer alguns detalhes a mais em seus retalhos. Na faixa “You Know I Love You Still”, disponibilizada previamente, ouvimos uma simples melodia, composta pela comunhão de arranjos de violão, pequenas batidas ao fundo e alguns efeitos sonoros; tudo orientado por Hill, com um refrão básico, mas divertido. De forma parecida é trabalhada outras canções do álbum. O que, por sua vez, torna tudo meio redundante, no entanto, essa e mais umas outras, em especial, conseguem se destacar e isso se deve à cantora e sua performance vocal. Não é que ela possua consigo um timbre único, muito menos memorável, mas conseguiu cumprir com proeza o trabalho que lhe foi designado.

No geral, BUG é um trabalho muito simples. Eu diria até que é simples demais, porém, para quem procura uma experiência tranquila, como um passeio no parque ou uma viagem rápida de carro, neste mundo gigante que é pop hoje em dia, é perfeito. Duvido que agora seja o momento em que o público finalmente prestará alguma atenção em Kacy Hill e no que ela tem a oferecer, pois ela não tem muito em mãos, porém, num futuro próximo, talvez o cenário mude para melhor. E, sinceramente, espero que isso aconteça o mais rápido possível, pois mesmo básica, ela tem talento e habilidade para criar álbuns mais interessantes.

Selo: Nettwerk
Formato: LP

Gênero: Pop / Indie Pop

Bruno do Nascimento

Sou Bruno, tenho 18 anos, sou autista, paraibano, escritor e estou terminando o Ensino Médio. Amo escrever e comentar sobre música onde passo, inclusive no Aquele Tuim, em que faço parte da curadoria de Música Brasileira e Pop.

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