Crítica | roses are red, tears are blue


★★★☆☆
3/5

A extensão de Fountain Baby, roses are red, tears are blue, conta com 6 faixas inéditas e um remix (“desguise”, em parceria com 6LACK). Amaarae ainda explora aspectos do álbum base, como afrobeats e R&B alternativo que culminam na sua ideia atrevida de música pop. Não há aqui, portanto, nenhuma diferença significativa, mas apenas um enriquecimento que fortalece ainda mais o padrão que a artista se propôs a fazer, pois está diretamente envolvida na produção de ambas as peças.

“sweeeet”, apesar de ser uma música pequena, cumpre muito bem o seu dever de apresentar essa extensão, com uma produção que incentiva você a se levantar da cadeira, do sofá ou de qualquer outro assento e dançar. “diamonds”, por sua vez, destaca mais o afrobeats inserido como elemento principal da obra. Enquanto “this!”, sem dúvida a melhor música dessa extensão, é envolvente, dançante e com uma impressionante construção de sentidos se você estiver de fones de ouvido.

roses are red, tears are blue cumpre seu papel de ser uma extensão de Fountain Baby. Você pode até me perguntar: existe alguma excelência musical nessa aqui? Eu estaria mentindo se a resposta fosse sim. O álbum tem seus pontos fracos como o remix “desguise”, mas certamente faz você se divertir ouvindo-o repetidamente por algumas horas. Por fim, Amaarae continua tendo uma excelente carreira, sem grandes decepções e nada que seja realmente ruim. Estou ansioso para saber o que mais seus próximos projetos trarão.

Selo: Interscope
Formato: EP
Gênero: Pop / Afrobeats, R&B alternativo
Lucas Melo

Estudante de jornalismo, 18 anos. Amante da música e da cultura pop desde da infância. É crítico do Aquele Tuim, em que faço parte da curadorias de R&B e Soul.

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