
Com Chappell Roan, Tyler, The Creator, Lorde, Doechii, Sabrina Carpenter e mais!
O Lollapalooza 2026 já tem seus headliners anunciados, e como sempre acontece, a lista divide opiniões. Afinal, o que faz um grande nome de festival? Carreira sólida, repertório relevante, presença de palco ou apenas a força comercial de alguns hits? Para além da expectativa natural em torno do evento, é inevitável olhar para os nomes e pensar: quem realmente entrega algo memorável e quem está apenas ocupando espaço? Com isso em mente, organizamos os headliners do melhor para o pior.
1. Chappell Roan
Chappell Roan é, sem dúvida, uma das revelações mais impactantes da música pop dos anos 2020. Mesmo com apenas um álbum lançado, seu repertório é repleto de hits imediatos, diretos e carregados de identidade – não tem uma música ruim. No palco, ela entrega performance, figurinos marcantes e forte interação com o público. Pessoalmente, seria imperdível ver “The Subway”, uma das melhores músicas do ano, ao vivo.
2. Tyler, The Creator
Tyler vem de uma sequência de discos que, apesar de oscilar em qualidade, reafirmam sua posição como um dos artistas mais interessantes da atualidade. Suas apresentações ao vivo são marcadas por intensidade e euforia, impulsionadas por uma conexão genuína com um público diverso e apaixonado. No mínimo, pode-se esperar um show insano.
3. Skrillex
É um alívio ver Skrillex entre os nomes principais do Lolla. Seu álbum FCK U SKRILLEX YOU THINK UR ANDY WARHOL BUT UR NOT !! <3* é um dos melhores lançamentos do ano e reafirma sua importância como artista que moldou (e ainda molda) a música eletrônica. Ao vivo, não há erro: não importa quanto custe o ingresso, sempre vale a pena vê-lo tocar.
4. Sabrina Carpenter
Pode soar estranho considerá-la um nome relevante, mas Sabrina tem se mostrado uma artista em evolução. O single “Manchild” é, sem dúvida, uma de suas melhores faixas até agora, e gera expectativa pelo próximo disco, Man’s Best Friend. Sua força maior, porém, está nas apresentações ao vivo, que constantemente viralizam, seja pelos figurinos ousados ou pelas performances provocativas. Para nós, da terra da Rita Cadillac, Sabrina tem futuro.
5. Doechii
Doechii desponta como uma das rappers mais promissoras da década. Seu material é consistente, e sua postura artística transita entre respeito às raízes do rap e a quebra de fronteiras estilísticas. O público brasileiro, conhecido pela energia, pode ser o catalisador de um show memorável. É um nome em ascensão que pode surpreender.
6. Lorde
Lorde tem dois grandes álbuns em sua carreira, mas também dois trabalhos decepcionantes. O equilíbrio faz dela uma aposta de risco, mas que ainda pode render bons momentos ao vivo, especialmente se privilegiar o repertório de seus discos mais fortes. Sua presença faz sentido no line-up principal, mesmo que não traga muita novidade.
7. Turnstile
A partir daqui, o nível cai. Turnstile não decepciona exatamente, mas também não surpreende. É o tipo de banda que soa como outras centenas já vistas nesses festivais, com pouco atrativo além da base fiel de fãs. Para o público geral, dificilmente há algo que justifique o interesse.
8. Deftones
O caso do Deftones é ainda mais frustrante: uma banda com potencial gigantesco, mas que atualmente soa tão sem graça quanto o Turnstile. A impressão é de que ambos compartilham a mesma estagnação, e isso diminui qualquer expectativa de um show relevante.
9. Lewis Capaldi
Aqui, a irritação é inevitável. É claro que Capaldi tem público, mas sua inclusão entre os headliners nada mais é do que um erro. Sua música soa como uma versão anêmica e desinteressante das baladas de Adele, com pouca criatividade e muito tédio. Pior: a escolha ignora artistas como Addison Rae e Jadsa, que, mesmo sem o mesmo apelo comercial, fariam muito mais sentido para um público que vai ao festival em busca da energia de Chappell, Sabrina ou até Lorde. Lewis fecha a lista como o pior headliner disparado.