Crítica | Dismantled Into Juice



★★★★

Produtor emerge da sensação de mudanças em um disco que é preenchido por suas características indissociáveis.

A quase percussão, oferecida através de uma dezena de planos e breaks eletrônicos — marcada por uma visão de produção linear e plana — constitui uma das diferentes características que Blawan, Jamie Roberts, costuma abordar em suas obras.

Dismantled Into Juice, no entanto, contém a diferença primordial entre tudo o que já foi feito por ele. O EP, num movimento comum de demonstração de novos rumos, busca raízes nos vícios repetitivos e intensos da música eletrônica. É, de certa forma, um avanço no estilo desenvolvido pelo artista em seu longo período de criação.

Embora a produção, como de costume, seja o fator determinante da obra, peças como “You Can Build Me” e seu tom acessível acabam agregando ainda mais significado aos novos rumos buscados pelo projeto e suas considerações recentes.

Blawan, em um esforço para fazer sua música atingir um novo pico, acerta em propor mudanças, que mesmo mínimas, são suficientes para determinar a assertividade à qual ele parece percorrer nesses anos todos dando vida à cena eletrônica do Reino Unido.

Selo: XL
Formato: EP
Gênero: Eletrônica / UK Bass, Deconstructed Club
Matheus José

Graduando em Letras, 23 anos. No Aquele Tuim, faço parte das curadorias de Jazz, Música Independente, Eletrônica e Experimental.

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