Crítica | Echoes



★★★★

Disco mistura jazz com música clássica contemporânea e resulta numa imensa afeição musical.

A diferença de espaço que a música contemporânea tem como princípio é um fator de imensa credibilidade na criação musical. Há que se considerar, neste espaço, a imensa desenvoltura de sons e sonoridades que integram determinados caminhos.

Fire! Orchestra é um dos nomes que se responsabiliza pela criação destes caminhos. Echoes, sétimo disco da orquestra formada através do supergrupo Fire!, encabeçado por Mats Gustafsson, tem como sentido principal a exploração da contemporaneidade sob perspectivas ainda enraizadas na música clássica.

Fato é que, embora composta por 43 membros, a orquestra ainda segue em sintonia perfeita a par de aparelhos do avant-garde jazz e free jazz. Tal experimentação se mistura com a simbologia que uma orquestra tende a ter: é uma atmosfera rica e densa.

Veja, por exemplo, como "Echoes: I See Your Eye, Pt. 1" consegue misturar muito bem o jazz moderno com a música clássica contemporânea. Faz isso, ainda mais, diante de experimentações que percorrem o disco todo. É uma imensa afeição musical.

Selo: Rune Grammofon
Formato: LP
Gênero: Jazz / Jazz Fusion, Avant-Garde Jazz e Free Jazz.
Matheus José

Graduando em Letras, 23 anos. No Aquele Tuim, faço parte das curadorias de Jazz, Música Independente, Eletrônica e Experimental.

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