Crítica | Gag Order



★★★½

Gag Order representa um passo essencial para a Kesha e sua carreira, uma mais livre e reflexiva.

Um disco estressante e sério. É isso que a cantora precisava para explorar sua escrita maravilhosa e capacidade de ser arrojada nas composições e ideias alternativas de produção — em parte nos dada pelo brilhante Rick Rubin.

Dissolvendo-se em saudáveis, comedidos prantos, os pequenos passos de Kesha em direção a seu introspectivo mundinho musical se concretizam à medida que pisoteiam seus traumas e seu passado, focando em ambientações que trespassam sentimentos universais enquanto permanece denso, íntimo e fervente.

Dessa forma, por mais que Gag Order não tenha hits além de “Only Love Can Save Us Now”, seu real valor está na qualidade de sua construção, que, somada à compactação claustrofóbica dos sentimentos, faz a estética pop da obra cair por terra, sinalizando ser mais como um apoio que um núcleo, e assim transforma-se num projeto que só pode ser descrito como chocante.

Selo: Kemosabe
Formato: LP
Gêneros: Pop / Alt-Pop, Indietronica
Sophi

Sophia, 18 anos, estudante e redatora no Aquele Tuim, em que faço parte das curadorias de Rap e Hip Hop e Experimental/Eletrônica e Funk.

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