Crítica | Take Me Back To Eden




Take Me Back To Eden é a promessa mais fajuta do metal nos últimos anos.

Não é de hoje que o metal tenta ser pop. O metalcore sofreu bastante desse processo, o nu metal também, o grunge principalmente e por assim em diante, entretanto, em toda a história do metal não houve nenhuma tentativa de fazer algo pop tão grotescamente simplória como essa.

Take Me Back to Eden é outro nível de “pop rock alternativo” genérico, ruim, tão caricato que o que o separa de um álbum de Imagine Dragons são guitarras mais distorcidas e riffs ligeiramente — e coloque ligeiramente nisso — mais complicados.

O pacote do produto inclui:

  • Performances vocais tão, mas tão horríveis que dão os mais gélidos dos calafrios;
  • Mixagem questionável (para dizer o mínimo);
  • Progressões de faixa que vão de lugar algum a nenhum lugar;
  • Interpolações da estética pop baseadas no pensamento de que Bebe Rexha e Meghan Trainor são as maiores divas que já habitaram o planeta;
  • Tentativas mal feitas de um djent sem sal (que por si só já é um pleonasmo);
  • E mais!

Apesar de nem todo o álbum ser inteiramente horrível, é inegável que a maioria de suas músicas sejam insuportáveis, literalmente fabricadas para serem inaudíveis, sendo que durante a singular, longa hora de duração do álbum eu me arrependi, várias vezes — e bote várias vezes nisso —, de ter dado a ele a menor chance.

Selo: Spinefarm, PIAS
Formato: LP
Gêneros: Rock / Metal, Metal Alternativo, Alt-Pop
Sophi

Sophia, 18 anos, estudante e redatora no Aquele Tuim, em que faço parte das curadorias de Rap e Hip Hop e Experimental/Eletrônica e Funk.

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