Crítica | Zero



★★★★

Excelente álbum percorre o dinamismo de Gustavo Teixeira frente à música eletrônica independente.

Quem conhece sabe que a cena da música eletrônica nacional sempre se sustentou com um apoio manco. Apesar de ser um dos países que mais consome música, aqui não há espaço para ninguém que não sejam as figuras conhecidas dos gêneros já conhecidos.

Dessa forma, podemos entender que cada projeto, mesmo o menor seja, cuja proposta ecoa algo diferente do que se consome ao extremo, é algo para ser visto com um olhar admirador. Gabriel Teixeira, o Nuven, é um nome que há anos caminha nessa perspectiva de ser algo diferente.

A sua música, misturada com paisagens eletrônicas, difundida por uma visão acessível e dançante, parece sobreviver no meio de um cenário quase inóspito. Partir, álbum de 2016, abriu expoentes sobre como seriam os futuros trabalhos do artista.

Zero, mais do que confirmar a longevidade de Gustavo como excelente produtor no cenário nacional, também se destaca pela façanha de conter a riqueza necessária para impor prestígio ao seu trabalho. É uma obra que demarca as ambiguidades de seu autor.

Selo: Independente
Formato: LP
Gênero: Eletrônica / Ambiente
Matheus José

Graduando em Letras, 23 anos. No Aquele Tuim, faço parte das curadorias de Jazz, Música Independente, Eletrônica e Experimental.

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