Crítica | Replay Festival - São Paulo



★★½

Confira como foi a primeira edição do Replay Festival, em São Paulo.

O Replay Festival foi criado para aqueles que viveram intensamente nos anos 2000 e sentem saudades daquela época. A proposta é maravilhosa, já que os anos 2000 voltou com tudo, porém, o line up não foi muito chamativo considerando o preço alto cobrado por ingresso. Desde o início, eu já esperava que não daria tanto público e sobraria cortesia. E claro que fui apenas por ter ingresso gratuito disponível.

O festival aconteceu no Centro Esportivo Tietê, um lugar ótimo para ver shows e pertinho do metrô. Já assisti ao Paramore e ao Festival GRLS ali e não tenho do que reclamar, para mim, é o novo ponto de referência para shows. A decoração do lugar estava linda e nostálgica, com réplicas de objetos que remetem aos anos 2000, como por exemplo uma MP4 gigante. Também tinha uma área com fliperama onde venci uma partida de King of Fighters e hockey de mesa. Além disso, estavam disponíveis outros jogos, puffs e até uma pequena piscina de bolinhas. O copo oficial do festival era bem bonito e custava apenas R$5,00, um preço justo, e não era necessário comprar uma bebida para adquiri-lo, diferente da maioria dos festivais.

Um dos pontos negativos da organização foi a questão dos banheiros, pois infelizmente só havia banheiros químicos, e eu tenho aversão a eles. Consegui aguentar o dia todo para evitar utilizá-los. No entanto, o que mais me decepcionou foram os atrasos nos shows, que demoraram muito para começar, e o que me fez perder grande parte da última atração da noite. Além disso, havia poucas opções de restaurantes, e as disponíveis eram muito caras e com um serviço lento — uma amiga esperou mais de uma hora para receber uma pizza.

Já eu, preferi tomar apenas um sorvete mais na parte da noite, em que a fila estava um pouco mais tranquila. O único restaurante que não vi na fila foi o de comida mexicana. E descobri o motivo: um burrito bem pequeno custava apenas R$38,00. Baratinho, né?

Br'oz

Foi o show que eu estava mais ansiosa, pois até hoje tenho o CD deles em casa e acompanhei as duas edições do reality show Popstars, onde eles foram revelados junto com o grupo Rouge. Eu gostava muito dele no grupo, mas os outros integrantes conseguiram entregar um show bem divertido, mesmo que de curta duração. Eu cantei todas as músicas e me animei bastante. Eles também apresentaram covers de outros sucessos dos anos 2000, como a música "Carla" do LS Jack e "Do Seu Lado" da banda Jota Quest. E, é claro, não poderia faltar o cover dos "pais" deles, os Backstreet Boys. Eles até fizeram a dança de "Everybody", o que divertiu o público que chegou cedo ao festival. No entanto, eles cantaram seu maior hit, "Prometida", duas vezes. Acho que poderiam ter incluído outra música no lugar.

Felipe Dylon

Olha, só não foi o pior show da minha vida porque teve um que me decepcionou mais ainda mais tarde. Felipe foi um sucesso pela sua beleza, mas, infelizmente, ele não tem nenhuma presença de palco; parecia até nervoso por estar ali. Ele também desafinou bastante, o que me deixou até com pena do menino depois de cantar o hit "Musa do Verão", muitos abandonaram o palco. Parecia mais um show de talentos da escola.

Supla E Os Punks de Boutique

Pode ser que você não curta muito as músicas do Papito, mas vamos combinar que ele é uma pessoa muito divertida, né? Aproveitei esse show na grade e dancei bastante. O Supla estava bem animado, do jeitinho que estamos acostumados. Ele se jogou na galera e também apostou em covers de Harry Styles e Billy Idol.

Léo Picon ft. Adriel, Cabal e Fernandinho Beat Box

Sinceramente não entendi a escalação do Léo Picon neste festival. Por esse motivo, optei por não assistir e fui descansar um pouco depois de dançar bastante no show do Supla. Mesmo à distância, pude ouvir que ele começou tocando algumas músicas mais recentes e depois incluiu alguns sucessos dos anos 2000, para não se afastar tanto do tema do festival. Ele também trouxe algumas figuras de sucesso dessa época, como Fernandinho Beat Box, Cabal com o hit "Senhorita" e Adriel do grupo Pollo.

Gabriel o Pensador

O cara tem muita presença de palco, viu? No início, eu estava um pouco desanimada por causa do calor intenso, mas quando ele começou a cantar "2345meia78", foi impossível ficar parada. O público estava empolgado, e todos no palco pareciam estar se divertindo muito.

Wanessa Camargo

Wanessa Camargo foi a diva pop do festival. Ela demonstrou empolgação por estar ali, mesmo sabendo que era a única mulher do line up. O show foi repleto de sucessos, e o público sabia a letra de cada música de cor. Wanessa investiu em muitas coreografias, proporcionando um show bem produzido.

CPM 22

Nunca fui muito chegada na banda, então só vi um pouco da apresentação deles, porém, o público foi a loucura em todas as músicas, com bastante fãs apaixonados. Foi um show bem feito, apesar de não ser minha praia.

Cine

Mais uma banda que não é minha praia, mas foi de longe o show mais barulhento do festival. Era o último show deles e a pista encheu de fãs berrando a cada música e uns até chorando. Eles também fizeram um show longo, com mais de 20 músicas. Eu já não aguentava mais, principalmente por não curtir o som e só conhecer duas músicas. Mas para quem é fã, foi ótimo e fizeram um show bem redondinho. O vocalista DH até se emocionou quando tocaram o hit "As Cores". Um fofo. Mas apesar de não gostar, confesso que me diverti em “Garota Radical” e reconheço o esforço e dedicação para o acontecimento desse show para os amantes da banda.

Sean Kingston

Lembra que eu falei que tinha um show que conseguiu ser pior que o Felipe Dylon? Então, Sean Kingston veio de longe para uma performance bem fraca. Era só ele e um DJ tentando animar a galera. Sean cantou apenas 4 músicas e logo se retirou.. Um show muito preguiçoso. Diferente do Felipe Dylon que, pelo menos, tentou se esforçar.

Charlie Brown Jr.

Sim, sabemos que infelizmente Chorão não está mais entre nós e para mim também não existe Charlie Brown Jr. sem ele. No entanto, foi um show divertido e nostálgico, e Egypcio do Tihuana conseguiu animar bastante o público. Mas, a banda estava prevista para ter se apresentado antes do Sean Kingston, e isso não aconteceu. O palco ficou vazio por um bom tempo, atrasando ainda mais as apresentações, sem nenhuma explicação sobre o que ocorreu. Apesar do show do Charlie Brown Jr. estar legal, houve um momento em que fiquei um pouco de saco cheio, pois estava o dia todo ali e queria ver logo as outras apresentações, para descansar em minha cama.

Furacão 2000

Muita gente já tinha ido embora, mas aqueles que ficaram acabaram se jogando com os clássicos funks da época. A pista se transformou em um grande baile funk nostálgico e ninguém ficou parado.

Kasino

AEEE KASSINÃO! O show começou com um telão onde um cover do Gilberto Barros imitava as falas dele naquele vídeo clássico do Kasino no Sabadaço. E logo em seguida, o show começou com o grande hit "Can’t Get Over", em que foi abraçado de vez o meme daquele incrível evento no programa de televisão de Gilberto Barros. Eu me emocionei, tá? Teve mais algumas músicas, mas saí no finalzinho da segunda pois precisava pegar o metrô que já estava para fechar. Se o Replay tivesse seguido direitinho os horários, isso não teria acontecido e eu teria aproveitado o show inteiro e voltado tranquilamente para a minha casa.

Conclusão:

No geral, o Replay Festival teve um começo interessante. No entanto, caso haja uma segunda edição, seria fundamental trazer uma atração internacional de maior destaque para justificar os preços dos ingressos. Além disso, é importante evitar tantos atrasos e oferecer mais opções de restaurantes.

Os melhores shows em termos de produção foram de Wanessa Camargo e Cine, mas no meu coração gostei muito mais de Br’oz e Supla.

Espero que numa próxima edição tenha Kelly Key, Rouge, Nelly Furtado, Gwen Stefani, Perlla, Avril Lavigne, NX Zero, Akon, Falamansa, Lily Allen, Hilary Duff e Christina Aguilera. Talvez eu esteja sonhando muito alto, mas eu costumava ser assim na minha infância nos anos 2000.
Vit

Sou a Vit, apaixonada pelo universo musical desde que me entendo por gente, especialmente por vocais femininos. Editora e repórter no Aquele Tuim, onde faço parte das curadorias de Pop, MPB, Pós-MPB e Música Brasileira.

Postagem Anterior Próxima Postagem