Crítica | “Ocean Eyes”



★★★½

O que mais chama a atenção em “Ocean Eyes”, de Mothmat, são suas ideias interessantes que nascem da resistência ao tempo.

Não é novidade para ninguém que o hyperpop, seja como estilo, gênero ou espaço criativo, deixou de ser o que era desde meados da década de 2010. Mas ainda há resquícios, basta procurá-los com mais atenção.

E é isso que Mothmat faz em “Ocean Eyes”. A música combina sintetizadores ácidos com vocoders que se sustentam em uma adaptação retilínea, porém única, das características firmes do pop eletrônico que foi impulsionado por nomes como Charli XCX.

Conduzir tal expressão, que também remonta a alguns usos emocionais da estética do gênero, é um trabalho difícil e certamente seria ainda mais interessante se o artista o fizesse sob outras perspectivas, como optar pelo português em vez do inglês. De qualquer forma, “Ocean Eyes” consegue resistir muito bem ao teste do tempo.

Formato: Single
Gênero: Pop / Eletrônica
Matheus José

Graduando em Letras, 23 anos. No Aquele Tuim, faço parte das curadorias de Jazz, Música Independente, Eletrônica e Experimental.

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