Crítica | like the sky I've been too quiet



★★★★½

A voz monumental e arrebatadora de Ganavya e de suas antigas harpas tâmeis que nascem no silêncio do vácuo.

Imagine o vácuo, um ambiente ausente de cor e até mesmo de som, onde nada parece existir ou se desenvolver. Analisá-lo dessa maneira talvez possa ser mesmo uma concepção imaginativa certeira, entretanto, até algo como o “vazio” pode ganhar diversas interpretações ou imaginações — a arte é do mesmo jeito que o nada, para alguns pode, inclusive, ter sentido a ausência dela.

Começar falando sobre o vácuo é primordial para entender like the sky I've been too quiet, novo álbum da cantora tâmil Ganavya, porque sua música surge em um ambiente vazio que aos poucos é preenchido por sua monumental e arrebatadora voz que canta sobre suas divagações.

A artista tece ambientes e atmosferas entusiasticamente únicos a partir de uma combinação de canto lírico nas línguas inglesa e tâmil, apoiadas por antigas harpas tâmeis e sutis inflexões eletrônicas — é quase uma hora de imersão e introspecção na música clássica indiana que Ganavya usa como base para seu projeto.

Selo: Native Rebel Recordings Ltd.
Formato: LP
Gênero: Experimental / Folk, Jazz
Joe Luna

Futuro graduando de Economia Ecológica (UFC), 22 anos. Educador ambiental, e redator no Aquele Tuim, onde faço parte das curadorias de MPB, Pós-MPB e Música Brasileira e Música Latina/Hispanófona. Além disso, trago por muitas vezes em minha escrita uma fusão com meu lado ambientalista.

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