Crítica | One More Thing


★★★½

Um debut coeso, sólido e prazeroso de Lime Garden, nos trazendo uma introspecção vislumbrada por crises existenciais e de identidade.

Acompanhados de diversos aspectos dance pop (até mesmo flertando com eletrônico), como já era de praxe nos singles anteriores da banda, Lime Garden lança seu primeiro LP se escorando num indie rock e surpreende na sua forma de estruturação instrumental e melódica.

O disco traz consigo temas importantes que são denotados através de uma lírica fácil, sem muitas metáforas envolvidas. “Mother” nos mostra receios sobre o futuro, mais precisamente, sobre construir uma família (ser mãe) em meio a tanto caos que ocorre na sociedade, além da mudança que essa decisão causa na vida das pessoas, nos fazendo refletir se realmente vale a pena se arriscar tanto pra algo que pode nos consumir por inteiro.

“I want to be you” transpõe o desejo de ser outra pessoa, tanto pela aparência quanto por personalidade, escancarando um momento de crise de identidade do eu-lírico, além de abordar uma busca pela aceitação perante as pessoas que o rodeiam.

A produção do disco é bastante eficiente, consegue misturar os ramos pop/eletrônicos com o rock de forma objetiva e sem muitas invenções, mas divertido. O uso de auto-tune incomoda em faixas como “Floor” e “Pop Star”, a forma como ele é utilizado não agrega em nada nas canções e poderia facilmente ser descartado.

Por fim, One More Thing consegue ser polivalente dentro do seu estilo musical, com uma combinação positiva do pop com o indie rock, apesar da pouca ousadia, um quarteto que se mostra criativo com uma boa estreia na indústria musical.

Selo: So Young Records
Formato: LP
Gênero: Rock / Indie rock, Indie pop
Davi Landim

Meu nome é Davi, curso jornalismo e sou viciado em escrever sobre música. No Aquele Tuim, faço parte da curadoria de Rock.

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