Crítica | empathogen


★★★★

WILLOW mostra mais uma metamorfose em seu álbum mais maduro até então.

Linearidade não é, de forma alguma, a palavra que define a carreira de WILLOW. Em mais de uma década de trabalho, a cantora já foi das batidas eletrônicas de “Whip My Hair” ao punk-rock nostálgico presente nos discos lately I feel EVERYTHING (2021) e <COPINGMECHANISM> (2022). Em todas as experimentações da artista, por melhores ou piores que fossem, ela sempre conseguiu manter sua essência. Com seu novo álbum de estúdio, empathogen, não foi diferente.

Influenciado pelo jazz, o registro marca um distanciamento sutil dos álbuns anteriores. Essa pequena ruptura já pôde ser vista nas faixas lançadas previamente, “symptom of life” e “b i g f e e l i n g s”, duas das melhores músicas já lançadas por WILLOW, assim como nas inéditas “the fear is not real” e “pain for fun”. As quatro foram co-produzidas por Chris Greatti, que já colaborou com YUNGBLUD e Yves Tumor. As canções representam bem o que se pode esperar do disco: a cantora amadureceu.

Se em lately I feel EVERYTHING, por exemplo, sobravam boas intenções, mas faltava foco, empathogen esboça um caminho de autodescoberta. Nas palavras da própria, inclusive, ela está “começando a descobrir que tipo de artista quer ser”. Ao longo de 12 músicas e duas parcerias — Jon Batiste e St. Vincent — WILLOW passeia por composições sucintas, mas com muito a dizer. Mais lapidado que seus predecessores, empathogen representa o que a artista tem de melhor a oferecer.

Selo: Three Six Zero
Formato: LP
Gênero: Pop / Jazz-Rock, Pop Rock
Lucas Souza

Jornalista, escritor, noveleiro e movido a música desde que se entende por gente. Redator na Aquele Tuim e curador de MPB, Pós-MPB, Música Brasileira e Pop.

Postagem Anterior Próxima Postagem