Crítica | GRASA


★★★★

Nathy Peluso vai do drama mexicano ao baile funk em GRASA, uma peça nova e reluzente no tabuleiro do pop latino.

Em GRASA, Nathy Peluso demonstra mais uma vez sua versatilidade em um furacão de gêneros musicais com ritmos latinos que remetem a dramas mexicanos, além de influências de hip hop, trap, pop, baladas lentas e até funk brasileiro, tornando a experiência de ouvir a obra completa ainda mais interessante.

O disco é composto por 16 faixas e está longe de ser cansativo, principalmente porque começa de uma forma e termina de outra, surpreendendo o ouvinte. Apesar do mix de ritmos musicais, Nathy Peluso consegue trazer coesão, principalmente pelos temas e sons modernos que não fogem da sua essência criativa.

A faixa mais chamativa do disco é a parceria com a brasileira Lua de Santana em “MENINA”, em que Nathy traz um batidão de funk, sendo um ótimo potencial de hit nas baladas brasileiras e certamente conquistando ainda mais o carinho de seus fãs que a observam daqui.

Blood Orange é outra parceria presente no disco, na faixa “EL DÍA QUE PERDÍ MI JUVENTUD”, uma das músicas mais doces da carreira de Nathy Peluso e também um dos pontos mais altos de seu novo trabalho. Após o final dessa faixa, inicia-se uma salsa com “LA PRESA”, que remete aos trabalhos de Thalía nos anos 90.

Em geral, GRASA é uma ótima surpresa e uma tentativa valiosa de misturar ritmos modernos com os ditos clássicos da música latina. A cantora prova que sabe usar a experimentação de todas as suas influências de forma que não fica entediante e repetitiva.

Selo: 5020 Records, Sony
Formato: LP
Gênero: Pop
Vit

Sou a Vit, apaixonada pelo universo musical desde que me entendo por gente, especialmente por vocais femininos. Editora e repórter no Aquele Tuim, onde faço parte das curadorias de Pop, MPB, Pós-MPB e Música Brasileira.

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