Entre nós: Kiss All The Time. Disco, Occasionally. - Harry Styles


Leia o que os nossos redatores João Pedro Leopoldino, Paula Cruz, Davi Landim e Matheus José acharam do novo disco de Harry Styles.

De vez em quando, nossos redatores se reúnem em torno de um disco de destaque – seja pelo lado positivo ou negativo – para compartilhar de forma ampla a visão coletiva sobre a obra em questão. É quase um papo entre nós, e o escolhido de hoje é Kiss All The Time. Disco, Occasionally., de Harry Styles.



João Pedro Leopoldino: O single “Aperture” já tinha dado o tom do disco - uma noção segura de música house, uma canção que não respira, não sai do premeditado - o risco tomado por Harry Styles é meramente de mudanças estilísticas, o seu som continua sendo tão calculado a uma noção de excelência de música house que o artista se fecha nesse porto seguro. Rapidamente, a sonoridade eletrônica é substituída por canções mais pop-rock, palatáveis para o grande público. Quanto mais escuto seus trabalhos novos, mais eu sinto que o choque de “Sign of the Times” jamais se repetirá. Kiss All the Time é um álbum tão formulaico quanto seus anteriores, numa carreira solo que é um constante passo para o lado.

Paula Cruz: Gosto da forma que o Kiss All The Time. Disco, Occasionally. é introspectivo e como a voz do Harry cede o protagonismo para os instrumentais. Entretanto, pra ser sincera, boa parte do álbum não é nem um pouco cativante. Meus destaques positivos são o single “Apeture”, a etérea “Carla’s Song” e a divertida “Pop”.

Davi Landim: Dá pra perceber que houve um esforço, uma tentativa de trazer um frescor para a discografia após o mediano Harry's House. Entretanto, mesmo com a imersão na música house, o disco não passa, novamente, de uma obra medíocre apresentada pelo artista. Um foco maior em instrumentais que, em certos momentos, soam interessantes, mas logo caem nos padrões convencionais da música pop. Seus dois primeiros álbuns seguem sendo os melhores, disparadamente.

Matheus José: De tudo o que poderia existir de mais sem vida na música pop, há neste disco. Não chega a ser, nitidamente, um completo horror em termos de impressão que causa (pode ser até bem divertido no contexto artístico de Harry Styles), mas não é por isso que é inofensivo; pelo contrário. É o tipo de obra que pega o que lhe foi oferecido e tenta converter em algo tão palatável que chega a perder o sentido. Neste caso, as incursões pelo dance/eletrônica mais parecem um desvio do que Harry buscava fazer, não é possível que ele próprio acredite que suas pinceladas superficiais sejam tão profundas e dignas quanto soam… Ele mesmo sabe que não entregou o que, minimamente, se esperava de um álbum cujo rollout era exatamente aquilo que todos, de início, imaginamos que fosse ser. É falso, para dizer o mínimo. Pior: é chato. É o pop mais chato e pretensioso do mundo. - Matheus José
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